Certificado digital A1 ou A3: qual escolher
A diferença entre A1 e A3 está em onde a chave privada fica guardada. Compare validade, preço, portabilidade e risco antes de comprar.
Equipe certificadodigital.seg.br, conferido em
A diferença entre A1 e A3 está em onde a chave privada fica guardada. No A1, ela vive em um arquivo que você instala e pode copiar. No A3, ela é gerada dentro de um token, de um cartão ou de um servidor seguro e nunca sai de lá. Essa escolha define validade, preço e forma de uso.
Comparação direta
| Característica | A1 | A3 |
|---|---|---|
| Formato | arquivo .pfx | token USB, cartão ou nuvem |
| Validade | 1 ano | até 3 anos, até 5 na nuvem |
| Preço | R$ 90 a R$ 280 | R$ 150 a R$ 450 |
| Cópia da chave | permitida | impossível |
| Uso em várias máquinas | direto | depende da mídia conectada |
| Driver | não precisa | precisa, no token e no cartão |
| Emissão em lote | simples | trabalhosa |
| Perda da mídia | não se aplica | perde o certificado |
Faixas de preço em pesquisa de setembro de 2026, detalhadas na página de preços.
Como funciona o A1
O A1 é entregue em um arquivo, quase sempre com extensão .pfx, protegido por senha. Você importa esse arquivo no repositório do sistema e ele passa a aparecer para os navegadores e para os programas de assinatura.
A vantagem prática é a liberdade. O mesmo arquivo pode ser instalado no computador do escritório, no notebook e no servidor que emite nota fiscal. Sistemas automatizados leem o certificado sem pedir PIN a cada operação.
O risco é o espelho da vantagem. Como o arquivo é copiável, quem tiver acesso a ele e à senha assina no seu nome. Guardar o .pfx em pasta compartilhada ou enviá-lo por aplicativo de mensagem anula toda a proteção.
A validade é de um ano, sem exceção. O modelo está descrito nas páginas de e-CPF A1 e e-CNPJ A1.
Como funciona o A3
No A3, a chave privada é criada dentro da mídia criptográfica e não tem comando que a extraia. Para assinar, o dispositivo precisa estar conectado e o PIN precisa ser digitado.
As três formas de A3:
- Token: dispositivo USB parecido com um pen drive, o formato mais comum.
- Cartão com chip: exige uma leitora separada, comum em conselhos profissionais e em órgãos públicos.
- Nuvem: a chave fica em um módulo de segurança no servidor da certificadora, e a assinatura é liberada pelo aplicativo no celular.
O prazo chega a três anos no token e no cartão, e a cinco anos em alguns produtos em nuvem. Detalhes em certificado A3 em token e em certificado em nuvem.
Perder o token significa perder o certificado. Não há backup possível, e o caminho é revogar e emitir outro.
Qual escolher pelo seu perfil
Escolha A1 se: você emite nota fiscal em volume, usa sistema que roda como serviço, trabalha em mais de uma máquina, quer o menor valor de entrada ou não tem tolerância a esquecer o token em casa.
Escolha A3 se: você assina documentos sensíveis, quer prazo maior sem renovação anual, precisa levar o certificado entre escritórios com controle, atende exigência de conselho profissional ou quer eliminar o risco de cópia do arquivo.
Escolha o modelo em nuvem se quer a proteção do A3 sem driver, sem token e com uso pelo celular. É a opção de quem troca de computador com frequência.
Contadores e escritórios que administram muitos certificados de clientes tendem a preferir A1 pela automação. A página para contadores trata desse cenário, que é o mesmo de quem decide pelo lado do faturamento da empresa.
O custo por ano conta mais que o preço na etiqueta
Comparar preço de entrada leva a conclusões erradas. Divida pelo prazo:
- e-CNPJ A1 de R$ 200, válido por um ano: R$ 200 por ano.
- e-CNPJ A3 de R$ 390, válido por três anos: R$ 130 por ano.
O A3 fica mais barato no longo prazo, com duas ressalvas. A primeira é o token, que pode ou não estar incluído e custa entre R$ 90 e R$ 180 à parte. A segunda é a estabilidade societária: se o representante legal mudar, o certificado precisa ser revogado antes do fim do prazo, e o valor pago se perde.
Feita essa conta, o preço da etiqueta importa bem menos do que parece.
O que não muda entre os dois
A validade jurídica é idêntica. Os dois são certificados ICP-Brasil emitidos por autoridade credenciada pelo ITI e produzem assinatura qualificada, o grau máximo previsto na legislação brasileira.
Os dois exigem a mesma validação de identidade, presencial ou por videoconferência, descrita no passo a passo de emissão. Nenhum dos dois é gratuito, como explica o guia sobre certificado gratuito.
A instalação também segue lógicas parecidas, com o A3 acrescentando a etapa de driver do fabricante da mídia antes de qualquer teste.
Para emitir, o diretório reúne 2.040 postos de atendimento da ICP-Brasil em 597 cidades e nos 27 estados. Este site não emite, não vende e não renova certificado digital.
Onde emitir na sua cidade
Busque a cidade para ver os postos credenciados na ICP-Brasil, com endereço, bairro e telefone.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre certificado A1 e A3?
O A1 é um arquivo instalado no computador ou no celular, com validade de um ano e possibilidade de cópia. O A3 fica gravado em token, cartão ou nuvem, com validade maior, e a chave privada nunca sai do dispositivo onde foi criada.
Qual é mais seguro, A1 ou A3?
O A3 protege melhor a chave privada, porque ela é gerada dentro da mídia criptográfica e não pode ser extraída. O A1 é um arquivo copiável, o que exige cuidado com backup e com quem tem acesso à máquina onde está instalado.
Qual é mais barato no total?
O A1 tem entrada menor, entre R$ 90 e R$ 280 conforme o titular, mas vence em um ano. O A3 custa de R$ 150 a R$ 450 e vale até três anos. Dividido pelo prazo, o A3 costuma sair mais barato por ano.
Posso instalar o A1 em vários computadores?
Sim, desde que você tenha o arquivo .pfx e a senha. Essa portabilidade é útil para quem trabalha em mais de uma máquina e é também o principal risco do modelo, porque uma cópia perdida continua funcionando até o vencimento.
O certificado em nuvem é A1 ou A3?
O certificado em nuvem segue o padrão A3, com a chave guardada em um módulo de segurança no servidor da certificadora. A assinatura é autorizada pelo aplicativo no celular, sem token físico e sem instalação de driver no computador.
Sistema emissor de nota fiscal aceita os dois?
Aceita, mas o A1 costuma ser mais prático para emissão em lote e para sistemas que rodam como serviço. O A3 exige o token conectado e o PIN digitado a cada operação, o que atrapalha rotinas automatizadas de faturamento.